Dando continuidade ao Ciclo de Palestras promovido pelo Memorial do Ministério Público, foi realizado na noite desta quinta-feira, 29, debate a respeito da dependência química entre crianças e adolescentes e sobre quais as formas de evitar e combater o problema. Com o tema "O Papel da Família e da Escola no Tratamento da Dependência Química", a supervisora do Memorial, Mauren Jardim Gomes, fez a abertura do evento e apresentou os debatedores da noite. O evento contou com as explanações do psicanalista e presidente da Comunidade Terapêutica Fazenda Novos Rumos, Carlos Alberto Santetti, e da pedagoga e assistente voluntária Doris Walther.
O Psicanalista salientou que antes de qualquer tratamento é preciso saber diferenciar a análise do dependente de grupo de apoio. A análise, segundo ele, busca identificar o tratamento da doença, é a reestruturação do transtorno da personalidade provocada pela droga. Já o grupo de apoio procura organizar e manter presente as obrigações comportamentais do dependente. “Não há protocolo definido sobre tratamento. Todos que existem são valiosos. O tratamento tende a ser mais eficaz se acompanhado pela família e grupos de autoajuda, como Alcoólatras Anônimos”, finalizou Santetti.
Doris Walther abordou a questão sobre o olhar da escola. Como pedagoga, destacou que “se não quisermos que nossos filhos, alunos entrem em tratamento para recuperação de algum tipo de dependência, precisamos trabalhar com a visão de saúde, até então desconhecido de nossa sociedade”. Doris ponderou, por exemplo, que ser professora hoje requer trabalhar conteúdos, seguir uma programação e ter bom relacionamento com alunos. “E nossos adolescentes estão cada vez mais frágeis e carentes de desafios, em virtude de uma educação permissiva que a sociedade tem preconizado”. Segundo ela, os educadores precisam aprender a trabalhar com visão de prevenção, levando em conta a totalidade do indivíduo, buscando resgatar o respeito à vida humana, transmitindo valores e saúde. “Essa é a única maneira de garantir um futuro para nossas crianças e adolescentes longe da drogadição”.
(Incluído por cristianec)