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13/07/2009 - Clipping Cultural

Passeio pela história e a cultura de Chapecó


A Fundação Cultural de Chapecó, em Santa Catarina, desenvolve iniciativa para incentivar o acesso a informações sobre o patrimônio histórico do município. O projeto ‘Descobrindo Chapecó: um Passeio Histórico’ é realizado a partir de visitas a museus e prédios históricos. A rota documental da cidade inclui locais como a extensão do Museu Antônio Selistre de Campos, localizada no edifício onde funcionava a Fundação Cultural, que, nos anos 50, abrigava a Prefeitura Municipal. O roteiro também passa pela praça Coronel Bertaso, a Galeria de Artes Dalme Rauen, as dependências do Colégio Marechal Bormann, o Memorial Paulo de Siqueira e a Igreja Católica Santo Antônio. Segundo o gerente de Patrimônio e Renda da Fundação Cultural, Jovani Santos, a intenção é oferecer às pessoas a oportunidade de conhecerem documentos, objetos arqueológicos e fotos que fazem referências ao passado. ‘Queremos transformar o museu em um espaço vivo da memória, extinguindo o estereótipo de cemitério de objetos velhos. Chapecó tem a sua história e ela precisa ser valorizada’, afirma.

A extensão do Museu Antônio Selistre de Campos tem acervo de 12 mil peças e fica em um prédio construído em 1944, com estilo arquitetônico denominado getulista, porque surgiu na época do ex-presidente da República. O imóvel foi tombado em 2008. O museu é aberto à visitação pública de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, com entrada franca. Monitores acompanham o visitante, esclarecem dúvidas e relatam fatos históricos. As fotografias em exposição são separadas a cada duas décadas. A implementação do projeto coincide com a visita de um técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que, no próximo dia 14, firmará um convênio que prevê a restauração do prédio de extensão do Museu Antônio Selistre de Campos. ‘Ele vai fazer a avaliação, desde a fundação até a estrutura, e analisará as condições técnicas do local. Isso tudo será levado ao Ministério da Cultura para a captação de recursos, a fim de que possamos providenciar a restauração do prédio’, assinala o gerente de Patrimônio e Renda da Fundação Cultural.

O juiz Antônio Selistre de Campos se destacou por ter guardado uma série de materiais, documentos, objetos de arqueologia e etnologia que constituíram a base do Museu Histórico de Chapecó, na época de 1930. Agora, o museu está fazendo um inventário de todos os bens para arquivar e tornar a consulta acessível por meio de uma página na Internet. Dessa maneira, qualquer pessoa terá acesso on-line aos dados de cada peça e do acervo fotográfico da história de Chapecó. A Fundação Cultural promoverá laboratório oral com entrevistas de famílias e personalidades locais, para resgatar informações pessoais e materiais que possam enriquecer o acervo do museu. Quem tiver peças e fotos para doação ou reprodução pode entrar em contato pelo fone (49) 3319-1015 e também pelo e-mail fundacaocultural@chapeco.sc.gov.br.

FONTE: Correio do Povo / 11 julho de 2009



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