Prédio deve ser destinado a áreas de administração ensino e pesquisa. A idéia de transformar o Hospital Psiquiátrico São Pedro em centro tecnológico foi abortada pelo governo do Estado. Um grupo de trabalho formado para tratar da recuperação da área definiu que deverá ser destinado a setores de administração, ensino, pesquisa e memória.
Em julho do ano passado, o assunto tornou-se polêmico após representantes da Dell Computers avaliarem a possibilidade de desenvolver softwares na parte desocupada do prédio, em parceria com o governo estadual – conforme reportagem de Zero Hora.
Apesar de garantir que o atendimento psiquiátrico não seria prejudicado, o secretário da Saúde, Osmar Terra, não conseguiu evitar críticas do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers).
Na época, o presidente do Simers, Paulo de Argollo Mendes, argumentou que o Estado deveria investir para transformar a área em um pólo de saúde mental. O assunto foi debatido na Câmara de Vereadores, e a empresa negou interesse em utilizar o local.
O governo criou, então, uma força-tarefa para estudar a recuperação. O grupo decidiu que o prédio se destinará às áreas de administração, ensino e pesquisa. Não há previsão para o início das obras. Segundo o diretor-geral do hospital, Luiz Carlos Coronel, a restauração custaria R$ 60 milhões, recurso que o Estado não dispõe.
Atualmente, o hospital é referência para 88 municípios gaúchos. Com 130 leitos para o tratamento de pessoas em crise e 350 para pacientes crônicos, a entidade tem um gasto mensal de aproximadamente R$ 1 milhão.
O gigante abandonado
O PRÉDIO
A construção que seria destinada ao centro tecnológico é o prédio histórico, o grande casarão que se vê da Avenida Bento Gonçalves (foto acima)
Inaugurado em 1884, é dividido em seis blocos em área de 12 mil metros quadrados
Atualmente, uma parte abriga a administração do hospital, um museu e oficinas de criatividade para os pacientes
A maior parte está desativada, e as condições de conservação são precárias
PROJETOS
Após a restauração, a Uergs pretende transferir a reitoria e o curso de Administração: Sistemas e Serviços de Saúde para o prédio histórico
No local, a universidade mantém um escritório de restauração, que já concluiu o projeto de ocupação do espaço
A previsão é de que a parte desocupada seja utilizada também para atendimento médico
Grupos de teatro costumam utilizar o prédio para ensaios
Fonte: Zero Hora / 03 de outubro de 2008