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13/07/2007 - Clipping Cultural

Clube do Comércio pede ajuda


Projeto Monumenta procura referências para recuperar traços originais do edifício

Dispostas a ajudar a reconstruir os vitrais de um dos prédios históricos da cidade, duas pessoas já deram pistas à equipe que restaura o prédio do Clube do Comércio, em frente à Praça da Alfândega. Desde o início das obras no edifício, financiadas pelo Projeto Monumenta, prefeitura, diretoria do clube e arquitetos estão em busca de informações para reconstruir o vitral da fachada lateral, destruído pelo tempo.

Os interessados entraram em contato com a coordenadora do Monumenta, Briane Bicca, após a publicação da reportagem em Zero Hora sobre a busca por detalhes da época, no dia 6 de julho. Um deles, um aposentado, afirmou ter em casa uma coleção da Revista do Globo da década de 1940 em que aparecem fotos internas do clube. Nelas, seria possível ver como eram os vitrais, o mistério que os técnicos esperam desvendar.

- É uma pista e tanto - afirma Briane, acrescentando que fotos ou pinturas que mostrem como era o imóvel no início do século passado ajudariam no trabalho de restauro.

Um outra senhora, de um ateliê da cidade, afirmou ser especialista na técnica utilizada nos vidros do clube e se dispôs a ajudar nos trabalhos.

Como não há nos arquivos da instituição imagens antigas que mostrem com clareza as figuras do vitral, que ocupa três andares do prédio, os restauradores estão com dificuldades para definir exatamente como eram os desenhos originais nos vidros. As gravuras em alto relevo retratam elementos mitológicos e pontos turísticos da cidade, como o Cais do Porto e a Igreja Nossa Senhora das Dores.

Inauguração de prédio ocorreu em 1939

Quem participou de um dos tradicionais eventos de gala nos salões do clube ou possui alguma imagem interna que possam ajudar os técnicos podem entrar em contato com a equipe do Monumenta (veja quadro ao lado).

Com término previsto para o final do ano, a restauração que pretende trazer de volta os traços originais da época da inauguração do prédio, em 1939, deve custar R$ 700 mil. O imóvel receberá nova pintura, recuperação das esquadrias e adequações como a mudança da localização dos aparelhos de ar-condicionado para não descaracterizar o lugar.

Fonte: Zero Hora, ZHCentro - 12/07/2007



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