Com recursos da Eletrobrás, captados por meio da Lei Rouanet, a Prefeitura de Bagé já investiu R$ 200 mil no restauro da Casa de Cultura Pedro Wayne. O prédio, localizado no Centro, na esquina da avenida 7 de Setembro com a rua General Netto, teve o telhado e o piso trocados, as instalações elétrica e hidrossanitária renovadas e recebeu nova pintura. A obra faz parte do programa municipal de recuperação dos principais prédios públicos, no qual serão investidos R$ 7 milhões.
O Museu Dom Diogo de Souza foi o primeiro recuperado e agora passa pela segunda fase do projeto, que prevê a construção de um centro cultural. Estão em obras as sedes da prefeitura, do Centro Administrativo, onde antes funcionava a Estação Férrea, o Palacete Pedrinho Osório, que abriga a Secretaria de Cultura, e o Instituto Municipal de Belas Artes. Segundo a secretária municipal de Cultura, que coordena o programa, a iniciativa já estimula particulares, que também têm investido na preservação e restauro de construções de importância arquitetônica e cultural. 'Isso deixa a cidade mais bonita, além de fazer bem para a auto-estima dos bageenses', diz. Conforme a secretária, a administração municipal tenta agora captar recursos para concluir o restauro da Casa de Cultura, valor estimado em torno de R$ 180 mil.
Construído em 1902 pela firma Affonso Garrastazu e Cia., o prédio da Casa de Cultura era um dos imóveis comerciais de maior bom gosto e luxo da época. Em 1919, foi vendido ao Banco do Comércio. Nos anos 70, a agência foi desativada. Poucos meses depois, o local foi cedido à prefeitura para organização da Fundação Emílio Médici, que abrigaria objetos pessoais do bajeense que ocupara o cargo de presidente da República. Na década de 90, o município adquiriu o prédio, transformado em sede cultural da comunidade. Oficializado como Casa de Cultura, recebeu o nome de Pedro Wayne, escritor, jornalista e animador cultural de Bagé, falecido em 1951.
Jossicar Saraiva
Fonte: Correio do Povo, Cidades - 01/07/2007