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21/04/2007 - Clipping Cultural

Porto Alegre, 1895


A imagem desta página, da esquina da Rua da Praia com a Dr. Flores, em Porto Alegre, retrata uma cena da cidade em 1895, num momento importante para o Estado. Seis anos depois da proclamação da República no país, o Rio Grande vivia sua mais sangrenta guerra civil que punha em confronto os federalistas de Silveira Martins e os governistas de Júlio de Castilhos. O bico-de-pena de Hélio R. Alves (acima) baseou-se numa fotografia de autor desconhecido publicada em Montevidéu num álbum sobre Porto Alegre. O desenho é revelador do ambiente da cidade. Os bondes, que já existiam na cidade havia 20 anos, ainda não subiam a Rua da Praia. Os frades-de-pedra, monolitos plantados nas esquinas, indicam como então a cidade se protegia contra os estragos provocados pelas carroças e demais veículos de tração animal que circulavam nas ruas. Os frades-de-pedra, que tinham a denominação por se assemelharem em seu topo a cabeças de frade com o cabelo rapado, tinham cerca de 1,30m de altura por 40cm de diâmetro. Especialistas discutem se a função desses frades era apenas de proteção das ruas ou se serviam também para que os cavalos fossem amarrados. A imagem acima sugere que tinha apenas uma função protetora.

Fonte: "Porto Alegre Era Assim..., de Hélio Ricardo Alves, Porto Alegre, 1997"

Retirado de Zero Hora, Coluna Almanaque Gaúcho, p. 62 - 20/04/2007



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