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Geral
Policiais vão a festa com viatura e farda
Chamados para resolver um problema de som alto, quatro policiais militares fardados e de viatura acabaram ficando em uma festa em Santa Vitória do Palmar, no extremo sul do Estado.
Imagens dos policiais com garrafa de cerveja na mão, abraçados a mulheres e usando as algemas da corporação em brincadeiras com os convidados se espalharam pela internet.
As fotos foram tiradas no dia 25 de outubro, em uma festa de aniversário, mas apenas no início desta semana chegaram ao conhecimento do comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Eliseu Vedana, por meio de informação anônima. Um sargento e três soldados acabaram afastados do policiamento.
– O que vemos ali não condiz com a BM. Eles estavam de serviço, numa viatura para fazer o policiamento. Todos já foram afastados de suas funções e, dentro de 10 dias, esperamos concluir o inquérito policial-militar – diz.
Nas fotos, uma mulher aparece usando boina de um dos PMs e duas delas posam para as imagens algemadas. Em outras fotos, os policiais aparecem abraçados às garotas, e um deles segura uma garrafa de cerveja na mão. Nas imagens, percebe-se uma viatura estacionada em frente à residência, com as portas abertas.
De acordo com o comandante, como os quatro policiais estavam de serviço no momento em que as fotos foram tiradas, os flagrantes podem caracterizar crime militar. Desde terça-feira, um oficial do 6º BPM está em Santa Vitória do Palmar tomando o depoimento dos participantes da festa e dos policiais envolvidos. Afastados do policiamento, eles estão prestando serviços administrativos.
Nos depoimentos, os policiais disseram ter sido chamados para atender a uma ocorrência de perturbação da ordem no endereço onde acontecia a festa e, mais tarde, após o fim do expediente, teriam retornado ao local.
Para o coronel Paulo Roberto Mendes, comandante-geral da Brigada Militar, o uso indevido da farda deve ser apurado e punido.
– Jamais se admite o uso da farda numa situação como essa. A farda é um instrumento de trabalho que simboliza a instituição e, por isso, tem de ser protegida. Fazer uso indevido atinge a instituição, e os fatos tem de ser apurados para evitar que a imagem fique maculada – explica Mendes.
alvaro.guimaraes@zerohora.com.br
Fonte: Zero Hora
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