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Planalto, o novo obstáculo

A prorrogação dos contratos de pedágios por mais 15 anos, mesmo que aprovada pela Assembléia, está ameaçada. Além do aval dos deputados estaduais, para entrar em vigor, os novos contratos com as concessionárias dependem da anuência da União. Dos 1.738 quilômetros de estradas no Estado sob a responsabilidade das concessionárias, cerca de 980 quilômetros são de rodovias federais, como as BRs 116, 285, 290 e 386 (cujos contratos também vencem em 2013). Ontem, após reunião com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana, foi incisivo. O petista afirmou que o Planalto tem restrições à forma como os pedágios foram implantados no Estado, defende alternativas para garantir obras de infra-estrutura nas estradas e não dará anuência à proposta do Piratini sem que ocorram alterações, como concorrência por meio de licitações e amplo debate. O secretário de Infra-Estrutura, Daniel Andrade, destacou que negociações buscando aval da União somente terão início após a aprovação do projeto, pois não teria sentido fazer movimento anterior ao posicionamento do Legislativo. Andrade reconheceu, porém, que os pólos de pedágio administram o conjunto das rodovias – estaduais e federais – e que, caso o governo federal não concorde, a iniciativa fica inviabilizada. 'Se a resposta for negativa, não poderemos fazer nada.'
Fonte: Correio do Povo


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