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Geral
Esquema teria desviado R$ 12 milhões
O crime organizado para saquear os cofres do Ministério da Previdência Social sofreu um duplo golpe ontem no Rio Grande do Sul. Uma força-tarefa composta pela Polícia Federal (PF), pelo Ministério da Previdência Social e pelo Ministério Público Federal (MPF) deflagrou duas operações contra quadrilhas especializadas em fraudar os benefícios de aposentadoria. Juntas, elas podem ter provocado um prejuízo de R$ 12 milhões, segundo apuraram os investigadores.
As duas quadrilhas, embora atuassem de maneira semelhante e fossem lideradas por servidores da Previdência Social, eram independentes. A principal irregularidade cometida era a inclusão de tempo de contribuição inexistente – que em alguns casos, chegou a 30 anos. Ao todo, 13 suspeitos de integrar os grupos foram presos em Porto Alegre, Viamão e no Vale do Taquari, entre eles o prefeito eleito de Relvado, Jatir Radaelli (PP).
Segundo a investigação, as quadrilhas atuariam na concessão de benefícios irregulares, muitas vezes sem a existência de um processo administrativo no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Pelo que foi apurado, os clientes do suposto esquema poderiam obter o benefício previdenciário fraudado independentemente de possuir tempo de serviço ou de ter contribuído para a Previdência Social. Também foi constatada a alteração de valores recebidos com o objetivo de obter empréstimos consignados em valores superiores aos limites legalmente impostos.
Veja como foi a operação da Polícia Federal
A Operação Chacrinha cumpriu mandados de prisão temporária e preventiva e 11 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre e Viamão. A PF disse acreditar que essa quadrilha pode ter gerado um prejuízo R$ 7 milhões – R$ 330 mil somente nos cinco meses de investigação.
Suspeitos podem ser indiciados por estelionato previdenciário
A Operação Sonho Encantado, que resultou na prisão de Jatir Radaelli, cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão nas cidades de Porto Alegre, Encantado, Muçum, Relvado e Roca Sales. A quadrilha teria fraudado o INSS em até R$ 5 milhões através de concessões de benefícios irregulares junto à agência de Encantado.
Segundo a PF, os envolvidos nas fraudes poderão ser indiciados, conforme o seu grau de participação, pelos crimes de estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistemas de informação, peculato apropriação, formação de quadrilha e falsidade ideológica.
Fonte: Zero Hora
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