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Vinte e nove infiéis gaúchos resgatam mandato na urna

Cassados pelo TRE, vereadores que trocaram de partido conseguem se eleger

Dos 90 vereadores cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) gaúcho por infidelidade partidária, 29 conseguiram reverter a punição nas urnas, elegendo-se para um novo mandato na eleição deste ano. Com isso, podem perder suas vagas nas câmaras municipais apenas por um curto período de tempo, reassumindo os postos no próximo ano.
Levantamento feito pelo jornal Estado de S.Paulo em alguns dos maiores colégios eleitorais do país mostra que pelo menos 248 dos vereadores cassados obtiveram novo mandato nas urnas este ano. Em Minas Gerais, dos 250 que perderam o mandato, 94 foram eleitos novamente e um conquistou a prefeitura de sua cidade. Em São Paulo, dos 42 castigados por trocar de partido, 11 voltarão a ser vereadores.
No Rio de Janeiro, dez dos 32 cassados reassumirão suas vagas. Em Santa Catarina, 23 dos 71 vereadores que perderam o posto, estarão de volta em 2009. No Paraná, 80 dos 212 punidos conseguiram conquistar um novo mandato nas câmaras municipais.
Em várias cidades, alguns dos vereadores castigados pela infidelidade partidária não apenas recuperaram as vagas como ainda foram os campeões de votos em seus municípios. Em Santa Inês, no Paraná, três vereadores que haviam sido cassados por infidelidade conseguiram se eleger novamente.
O fenômeno ocorre porque, ao impor a regra que pune a infidelidade partidária, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o respaldo do Supremo Tribunal Federal (STF), previu apenas a retirada do mandato dos parlamentares que trocaram de partido sem justificativa convincente. Não incluiu na pena o castigo da inelegibilidade, que impediria que esses políticos voltassem a concorrer nas eleições seguintes.
No caso dos vereadores, o calendário eleitoral ajudou. Como já estavam no período final de seus mandatos, eles contaram com a morosidade da Justiça para realizar a análise de seus casos e com a ilimitada possibilidade de apresentação de recursos contestando as punições. Assim, até mesmo os punidos que não se reelegeram acabaram conservando seus mandatos por um tempo mais longo do que esperavam.


Fonte: Correio do Povo


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