Contate o MP
::: Página Principal ::: Imprensa
Início
Apresentação
Agência de Notícias
Notícias de Rádio
Ministério Público na TV
Vocabulário de Termos Jurídicos
Links de interesse



Clipping
Geral
Pavilhão C poderá ser desativado

Em entrevista a Zero Hora, na tarde de ontem, o titular da Secretaria da Segurança Pública, Edson Goularte, revelou que o pavilhão C, o mais degradado de todos os pavilhões do Presídio Central, será desocupado com a construção de três prédios anexos às penitenciárias moduladas de Charqueadas, Osório e Montenegro.

O pavilhão C é o símbolo da degradação da maior cadeia do país, conforme revelou ZH na edição de ontem. Ao longo de uma semana, um repórter e um fotógrafo conheceram a rotina do presídio e acompanharam uma vistoria do Ministério Público pelas celas em escombros da 3ª galeria do C, onde cerca de 400 presos cumprem pena. A seguir, trechos da entrevista:

ZH – O que é possível ser feito emergencialmente no Presídio Central?

Edson Goularte – Estamos prestes a começar o esvaziamento do bloco C (pavilhão C, o mais degradado do Presídio Central) com a liberação de 492 novas vagas, com a inauguração, em um mês, dos quatro prédios anexos que já estão prontos. Mas nós ainda vamos precisar de um tempo para vê-lo completamente desocupado.

ZH – Quando o pavilhão C deverá ser desocupado?

Goularte – Tão logo consigamos começar a construção dos módulos alternativos, que já estão em estudo. Com os três novos módulos, que serão construídos em anexos das penitenciárias moduladas de Osório, Montenegro e Charqueadas, a gente conseguirá esvaziar totalmente o bloco C.

ZH – Quanto tempo demorará?

Goularte – Acredito que até sexta-feira a gente consiga apresentar à governadora (Yeda Crusius) o estudo e, se tudo estiver correto, uma análise jurídica orientará as nossas ações. Em novembro, tomaremos a decisão. Após, serão construído três módulos no menor tempo possível, algo em torno de quatro a seis meses. Cada módulo terá 384 vagas. Com essas vagas, esvaziaríamos o prédio C.

ZH – A idéia do governo é restaurar ou desativar o pavilhão C?

Goularte – A idéia é fazer um estudo e verificar se poderá ser reaproveitado, mediante uma reforma geral, ou terá de ser feita uma destruição total e a construção de um prédio num mesmo local.

ZH – Por que o Presídio Central chegou neste nível de degradação?

Goularte – Primeiro, a massa carcerária cresce, em média, 7% ao ano, o que significa três a quatro vezes a mais do que o crescimento vegetativo da população. Segundo, porque a destinação de recursos foi insuficiente, há vários anos, não só para atender às reformas e à manutenção do sistema prisional como à oferta de novas vagas. É uma realidade que está bem clara, senão não estaríamos nessa situação.

ZH – O que o senhor acha da decisão da Justiça de autorizar o ingresso da imprensa nos presídios da Região Metropolitana?

Goularte – Eu gostaria que essa decisão estivesse associada à possibilidade de criação de vagas como mais rapidez. Se ela possibilitasse isso, meu aplauso seria total. Como ela não cria vagas por si só, eu sempre vejo com alguma restrição essa ampla liberdade.

ZH – O senhor não autorizaria o ingresso da imprensa?

Goularte – Eu verificaria inicialmente este aspecto: ela é boa para o que se pretende ou não é? Se a resposta fosse não, eu sempre trabalharia pela não concessão.

carlos.etchichury@zerohora.com.br

CARLOS ETCHICHURY

Fonte: Zero Hora


Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul
Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 80 - Porto Alegre - CEP.: 90050-190 - Tel.: (51) 3295-1100