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Clipping
Crime
Suspeitos soltos geram atrito entre polícias

Coronel lamentou decisão de delegado de liberar por falta de prova

Um policial militar e outros três homens foram detidos no fim da noite de terça-feira no bairro Lami, em Porto Alegre, suspeitos de invadir um bar usando um falso mandado de busca e apreensão.

Ocaso começa a ser investigado hoje pela 7ª Delegacia da Polícia Civil, mas ontem alimentou divergências entre as polícias Civil e Militar – representantes das duas corporações discordaram sobre as evidências contra o bando.

O coronel Júlio Cezar Cônsul, comandante do batalhão que efetuou a prisão, lamentou a decisão pela soltura da maioria dos suspeitos, inclusive do PM envolvido. Já o delegado plantonista daquela noite afirmou que as provas eram insuficientes para a caracterização de estelionato e a conseqüente prisão em flagrante dos envolvidos.

Máquinas e caminhão serão levados à perícia

Conforme o capitão Leandro Missio, um PM à paisana que estava em um dos bares avisou os colegas do 21º Batalhão da Polícia Militar da ação dos suspeitos. O bando teria entrado no local apresentado um falso mandado e retirado duas máquinas de jogos, que foram colocadas em um caminhão.

Em seguida, os quatro invadiram outro bar, na Estrada Otaviano José Pinto, usando a mesma tática. Dessa vez, porém, acabaram impedidos pelos PMs e foram levados para a Área Judiciária, no Palácio da Polícia. No local, o delegado Lauro Santos autuou apenas um deles em flagrante, por porte ilegal de arma.

– Os outros três não foram presos em flagrante porque, quando foram detidos, não haviam roubado nada do segundo bar. Como os mandados que tinham eram muito grosseiros, não caracterizam crime de falsificação – afirmou Santos.

O delegado registrou uma ocorrência policial que será encaminhada à 7ª Delegacia da Polícia Civil, à qual caberá aprofundar as investigações sobre o caso. Tanto as máquinas apreendidas quanto o caminhão usado pelo grupo serão enviados para perícia. Segundo o capitão Missio, o PM envolvido no caso deverá responder a um procedimento administrativo interno da BM para averiguação de conduta.

Fonte: Zero Hora


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