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16/04/2010 - Consumidor

Ministério Público investiga fraudes na comercialização de produtos

Por Jorn. Natália Pianegonda
Promotoria de Defesa do Consumidor de Porto Alegre

Entre as mercadorias sob análise está um material que promete melhorar o sabor do vinho na hora de servir a bebida

A Promotoria de Defesa do Consumidor abriu um inquérito para investigar a venda de um material que supostamente colaboraria para acelerar o envelhecimento do vinho e atenuar a acidez da bebida, melhorando o sabor. O produto consiste em um anel de metal onde há um ímã, preso ao gargalo da garrafa, que causaria os efeitos pelo magnetismo. O produto é anunciado pelo site onde é comercializado como “O mais novo acessório, que intensifica instantaneamente o sabor do vinho enquanto ele está sendo servido”, e é vendido por valores que variam de R$ 75 a R$ 95. O Ministério Público vai avaliar a eficácia do objeto e decidir pelo ajuizamento de uma ação.

Produto semelhante já foi comercializado como um “realinhador molecular”, com a promessa de que geraria economia de combustível se acoplado nos automóveis. Há três anos, a venda do produto também foi objeto de investigação pela Promotoria de Defesa do Consumidor. Após análises feitas pela Petrobrás, que demonstraram a ineficácia do produto, foi ajuizada uma ação civil pública que resultou na condenação dos responsáveis pela comercialização do material.

Combate a fraudes

O trabalho da Promotoria de Defesa do Consumidor no combate à venda de produtos fraudulentos é permanente. Nos últimos anos, ações movidas pelo Ministério Público buscaram a garantia dos direitos de consumidores lesados por práticas abusivas e propagandas enganosas.

Em um dos casos, foram ajuizadas 21 ações depois que mais de cinco mil reclamações foram feitas à Promotoria por consumidores que adquiriram almofadas fisioterápicas e ortopédicas, que prometiam a cura de inúmeras doenças. O trabalho resultou na condenação da empresa produtora, obrigada a cancelar descontos que eram feitos de benefícios previdenciários dos consumidores, além de indenizá-los, havendo proibição da comercialização destes produtos no Estado.

Outras ações foram movidas contra empresas que comercializavam produtos como medicamentos para emagrecimento, contra alcoolismo e impotência sexual.

Dúvidas e denúncias devem ser encaminhadas para a Promotoria de Defesa do Consumidor, através do e-mail consumidor@mp.rs.gov.br ou pessoalmente na sede do Ministério Público na rua Santana, 440, em Porto Alegre. O Procon e a Delegacia do Consumidor também podem orientar consumidores lesados na compra de produtos fraudados.



Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul
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